Este trecho do curso foca na introdução ao tema e, em seguida, na análise das mensagens MIDI enviadas por um controlador. O ponto principal é a necessidade de abstrair as mensagens MIDI (como números de controlador) ao desenvolver software para Macs, facilitando a programação e evitando a dependência dos números brutos.
Nesta aula, vamos observar de forma detalhada como o Max se comunica com controladores MIDI.
O primeiro passo ao conectar um controlador é entender quais mensagens ele está enviando. No Max, isso pode ser feito utilizando objetos como midiin, notein e ctlin, que permitem visualizar os dados recebidos.
Ao utilizar um objeto como midiin conectado a um print, é possível ver os bytes MIDI “crus” chegando no console. Esses dados ainda não são muito amigáveis, mas representam a base de toda a comunicação.
Para uma abordagem mais musical, utilizamos objetos como notein, que já interpretam essas mensagens em três componentes principais:
Além disso, o objeto ctlin permite capturar mensagens de controle (control change), mostrando:
A partir dessas informações, podemos identificar quais knobs, faders ou botões correspondem a quais mensagens.
No entanto, trabalhar diretamente com números de controle pode se tornar confuso. Por isso, a prática recomendada é criar uma camada de abstração: um subpatch que traduza esses dados brutos em controles organizados e normalizados.
Por exemplo, em vez de trabalhar com “CC 77”, podemos transformar esse valor em um controle entre 0 e 1, facilitando o uso musical.
Essa abordagem torna os patches mais claros, reutilizáveis e independentes de um controlador específico.
. . . . . . . . . . . . . .
Proposta Cultural realizada com recursos do Governo do Estado de Santa Catarina, pela Fundação Catarinense de Cultura [FCC], por meio do Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura – Edição 2024. #anderle2024